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segunda-feira, 21 de maio de 2012
We make
"and we build a home. word by word, sentence by sentence. we make stories, trace letters in the air, long into the night. we make."
via The Rest Is Bullshit.
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sábado, 21 de abril de 2012
O Empregado, de Joan Brossa
E mais dois poemas visuais do poeta catalão:
Links interessantes sobre Joan Brossa:
Site Oficial.
Artigos em português.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Moriarty and Kerouac
Cara, essa banda é boa, hein! Uma voz poderosa e uma banda fenomenal!
Rosemary tem aquela voz doce, mas com potência para estourar seus ouvidos. A banda ainda garante um backing redondíssimo:
Numa linha mais balada catchy, ouça Isabella:
E já que falamos em Moriarty...
Não consigo explicar a tristeza que me causa esse vídeo. Talvez pela demonstração do quanto a violência pode ser embalada em civilidade e tolerada. Talvez por ser um exemplo de beleza fora de lugar, o que pode muito bem ser a definição de horror. Talvez por mostrar um homem belo derrotado. Talvez ainda porque essa é a vida...
O que interessa começa aos 2:06:
“So in America when the sun goes down and I sit on the old broken-down river pier watching the long, long skies over New Jersey and sense all that raw land that rolls in one unbelievable huge bulge over to the West Coast, and all that road going, and all the people dreaming in the immensity of it, and in Iowa I know by now the children must be crying in the land where they let the children cry, and tonight the stars'll be out, and don't you know that God is Pooh Bear? The evening star must be drooping and shedding her sparkler dims on the prairie, which is just before the coming of complete night that blesses the earth, darkens all the rivers, cups the peaks and folds the final shore in, and nobody, nobody knows what's going to happen to anybody besides the forlorn rags of growing old, I think of Dean Moriarty, I even think of Old Dean Moriarty the father we never found, I think of Dean Moriarty.”
Rosemary tem aquela voz doce, mas com potência para estourar seus ouvidos. A banda ainda garante um backing redondíssimo:
Numa linha mais balada catchy, ouça Isabella:
E já que falamos em Moriarty...
Não consigo explicar a tristeza que me causa esse vídeo. Talvez pela demonstração do quanto a violência pode ser embalada em civilidade e tolerada. Talvez por ser um exemplo de beleza fora de lugar, o que pode muito bem ser a definição de horror. Talvez por mostrar um homem belo derrotado. Talvez ainda porque essa é a vida...
O que interessa começa aos 2:06:
“So in America when the sun goes down and I sit on the old broken-down river pier watching the long, long skies over New Jersey and sense all that raw land that rolls in one unbelievable huge bulge over to the West Coast, and all that road going, and all the people dreaming in the immensity of it, and in Iowa I know by now the children must be crying in the land where they let the children cry, and tonight the stars'll be out, and don't you know that God is Pooh Bear? The evening star must be drooping and shedding her sparkler dims on the prairie, which is just before the coming of complete night that blesses the earth, darkens all the rivers, cups the peaks and folds the final shore in, and nobody, nobody knows what's going to happen to anybody besides the forlorn rags of growing old, I think of Dean Moriarty, I even think of Old Dean Moriarty the father we never found, I think of Dean Moriarty.”
Jack Kerouac, On the Road
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Che Guevara
Ontem, 9 de outubro, foi o aniversário da morte de Che Guevara. Reproduzo aqui pequeno trecho de depoimento do Eduardo Galeano e do Cortázar sobre sua vida e morte, publicados no blog Vi o Mundo.
"Diz Eduardo Galeano, que conheceu o Che Guevara: ele foi um homem que disse exatamente o que pensava, e que viveu exatamente o que dizia. Assim seria ele hoje. Já não há tantos homens talhados nessa madeira. Aliás, já não há tanto dessa madeira no mundo. Mas há os mortos que nunca morrem. Como o Che. E, dos mortos que nunca morrem, é preciso honrar a memória, merecer seu legado, saber entendê-lo. Não nas camisetas: nos sonhos, nas esperanças, nas certezas. Para que eles não morram jamais."
..."já de volta a Paris, onde vivia, Cortázar escreveu uma carta ao poeta cubano Roberto Fernández Retamar contando o que sentia: “Deixei os dias passarem como num pesadelo, comprando um jornal atrás do outro, sem querer me convencer, olhando essas fotos que todos nós olhamos, lendo as mesmas palavras e entrando, uma hora atrás da outra, no mais duro conformismo… A verdade é que escrever hoje, e diante disso, me parece a mais banal das artes, uma espécie de refúgio, de quase dissimulação, a substituição do insubstituível. O Che morreu, e não me resta mais do que o silêncio.” Mas escreveu:
Deixo vocês com a memória do histórico libertário e a música de Joan Baez, Comandante Che Guevarra:
"Diz Eduardo Galeano, que conheceu o Che Guevara: ele foi um homem que disse exatamente o que pensava, e que viveu exatamente o que dizia. Assim seria ele hoje. Já não há tantos homens talhados nessa madeira. Aliás, já não há tanto dessa madeira no mundo. Mas há os mortos que nunca morrem. Como o Che. E, dos mortos que nunca morrem, é preciso honrar a memória, merecer seu legado, saber entendê-lo. Não nas camisetas: nos sonhos, nas esperanças, nas certezas. Para que eles não morram jamais."
..."já de volta a Paris, onde vivia, Cortázar escreveu uma carta ao poeta cubano Roberto Fernández Retamar contando o que sentia: “Deixei os dias passarem como num pesadelo, comprando um jornal atrás do outro, sem querer me convencer, olhando essas fotos que todos nós olhamos, lendo as mesmas palavras e entrando, uma hora atrás da outra, no mais duro conformismo… A verdade é que escrever hoje, e diante disso, me parece a mais banal das artes, uma espécie de refúgio, de quase dissimulação, a substituição do insubstituível. O Che morreu, e não me resta mais do que o silêncio.” Mas escreveu:
“Yo tuve un hermano
que iba por los montes
mientras yo dormía.
Lo quise a mi modo,
le tomé su voz
libre como el agua,
caminé de a ratos
cerca de su sombra.
No nos vimos nunca
pero no importaba,
mi hermano despierto
mientras yo dormía,
mi hermano mostrándome
detrás de la noche
su estrella elegida.”
Deixo vocês com a memória do histórico libertário e a música de Joan Baez, Comandante Che Guevarra:
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sábado, 24 de julho de 2010
Para leer en forma interrogativa
Has vistoverdaderamente has visto
la nieve los astros los pasos afelpados de la brisa
Has tocado
de verdad has tocado
el plato el pan la cara de esa mujer que tanto amás
Has vivido
como un golpe en la frente
el instante el jadeo la caída la fuga
Has sabido
con cada poro de la piel sabido
que tus ojos tus manos tu sexo tu blando corazón
había que tirarlos
había que llorarlos
había que inventarlos otra vez.
Feitiçaria: Julio Cortázar.
domingo, 18 de julho de 2010
Democracia
Sou democrata na medida em que amo o Sol livre nos homens,
e aristocrata na medida em que detesto as pessoas tacanhas e possessivas.
Gosto do Sol em qualquer homem,
quando o vejo bailar nas sobrancelhas
claro e sem medo, ainda que mínimo.
Mas quando vejo homens cinzentos de êxito,
horrorosos, cadavéricos e totalmente sem Sol,
como escravos bem-sucedidos, obesos rebolando em passos mecânicos,
sou então até mais radical, tenho ganas de usar uma guilhotina.
E quando vejo os operários esquálidos,
pobres e com jeito de inseto,
saltitando e vivendo como piolhos, quase sem grana
e nunca erguendo os olhos,
chego a querer, como Tibério, que a multidão tenha uma só cabeça
para que eu possa decepá-la.
Acho que os homens totalmente sem Sol
nem deveriam, a rigor, existir.
e aristocrata na medida em que detesto as pessoas tacanhas e possessivas.
Gosto do Sol em qualquer homem,
quando o vejo bailar nas sobrancelhas
claro e sem medo, ainda que mínimo.
Mas quando vejo homens cinzentos de êxito,
horrorosos, cadavéricos e totalmente sem Sol,
como escravos bem-sucedidos, obesos rebolando em passos mecânicos,
sou então até mais radical, tenho ganas de usar uma guilhotina.
E quando vejo os operários esquálidos,
pobres e com jeito de inseto,
saltitando e vivendo como piolhos, quase sem grana
e nunca erguendo os olhos,
chego a querer, como Tibério, que a multidão tenha uma só cabeça
para que eu possa decepá-la.
Acho que os homens totalmente sem Sol
nem deveriam, a rigor, existir.
D.H. Lawrence
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